Os brasileiros se acostumaram ao longo dos últimos anos a acompanhar as aventuras de Wilfredo e Heloísa Schürmann pelos mares do mundo. Através de livros, programas de televisão e até mesmo outros filmes, a história do casal que trocou a terra firme pelo mar para viver e criar sua família é conhecida e admirada por muita gente.

Entretanto, se a descoberta dos destinos mais exóticos do planeta e o contato com povos de culturas surpreendentes eram o foco das atenções, o filme Pequeno Segredo, em cartaz nos cinemas brasileiros, retrata os acontecimentos da família por uma ótica mais intimista e, por isso mesmo, ainda mais humana.

A história do filme gira em torno da menina Kat, que foi adotada por Wilfredo e Heloísa alguns anos após o nascimento. As circunstâncias especiais da adoção e, principalmente, a doença fatal de Kat fazem da sua relação com a família uma história em que amor, superproteção, carinho e esperança se misturam em doses iguais.

Um dos pontos altos é que embora as lentes do diretor estejam direcionadas principalmente para a relação entre Kat e Heloisa, o filme abre espaço também para mostrar a origem de Kat, ou seja, a história de como se dá o amor entre seus pais e o que motivou a entrega da menina à adoção ainda em seus primeiros anos.

 

E por falar em direção, o responsável pelo filme é David Schürmann, não por acaso um dos irmãos de Kat e filho de Wilfredo e Heloísa Schürmann. Se é possível perceber em alguns momentos o olhar carinhoso e afetivo de um membro da família, também vale destacar que o filme não se rende unicamente à exaltação familiar.

Os dramas vividos por Kat na escola, a busca de aceitação e descoberta do amor e da amizade são delicadamente retratados pelo diretor que dá a esses dramas pessoais um apelo universal. Do ponto de vista cinematográfico, a obra é bonita. As imagens possuem um tratamento que tornam ainda mais belas as paisagens filmadas e a trilha sonora, embora as vezes demasiada, contribui no clima da produção.

O Terapia do Luxo esteve presente na última cabine de imprensa realizada em Florianópolis antes da entrada da produção em circuito comercial e ouviu da produtora Priscila, da Ocean Films,  uma das empresas responsáveis pelo longa, que o diretor David Schürmann “tinha como objetivo fundamental contar uma história que falasse de amor, de filhos, de perder alguém que se ama. Uma história universal”.

E é todo esse imenso universo de sentimentos que o público sentirá ao assistir o filme nos cinemas.

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