Através de uma vida inteira de estudos, o cientista alemão Albert Einstein desenvolveu a Teoria da Relatividade e consolidou o conceito de espaço/tempo. Einstein mostrou com sua pesquisa que o espaço e o tempo jamais podem ser vistos de forma separada, ou seja, ambas as ideias perdem seu caráter absoluto para se unirem como um composto maior.

O filme Passageiros, que entra em cartaz nesta quinta-feira, propõe uma reflexão interessante sobre essa ideia, já que se trata de uma produção sobre o espaço em que o tempo é o protagonista.

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De forma geral, a história gira em torno de uma nave espacial que leva mais de cinco mil passageiros da Terra para outro planeta numa espécie de cruzeiro intergaláctico com a duração de 120 anos. Todos a bordo são transportados em câmaras criogênicas, justamente para não envelhecerem durante a viagem. Entretanto, por motivos aparentemente desconhecidos, dois passageiros acordam faltando mais de 90 anos para a chegada ao destino final.

Como não é possível voltar às câmaras, o casal de passageiros passa a encarar o desafio de viver o resto da vida confinado em uma nave vazia. A partir daí, o filme tem seus melhores momentos ao refletir que o tempo é, de fato, o mais valioso dos bens e aproveitá-lo ou desperdiçá-lo é uma questão de atitude.

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Mesmo com um universo inteiro do lado de fora da janela e tendo ao dispor todos os confortos e requintes de instalações suntuosas, os dois únicos passageiros acordados vão encarar o fantasma permanente da finitude e entender que uma vida bem vivida é algo que se constrói ano a ano, mês a mês, dia a dia e hora a hora.

Protagonizado por Jennifer Lawrence e Chris Pratt, o filme acerta no alvo ao dar uma nova visão à ideia muito conhecida de que felicidade não é um destino, e sim uma viagem na qual todos nós podemos ser passageiros.

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